90% DELAS SOFRE DE "BRUXISMO"
Enfrentando competições no trabalho, boa dose de culpa por não terem o tempo que gostariam para se dedicar aos filhos e em permanente estado de ansiedade por conta da violência generalizada, as mulheres são alvo de dores craniofaciais.
As razões psicológicas e físicas ainda estão sendo estudadas, mas é fato constatado em pesquisas mundiais que 90% das mulheres, entre 30 e 45 anos sofrem de dores craniofaciais. Muitas crêem se tratar de dor de cabeça crônica ou enxaqueca, mas, assim que iniciam tratamento, percebem que sofrem de bruxismo.
As dores temporomandibulares, que se repercutem por toda a cabeça, maxilar, pescoço, ouvidos e até mesmo nas costas, são uma queixa muito comum entre as pacientes. Chegam a limitar ações como falar, morder e mastigar.Depois de alguns minutos de conversa, os motivos de todo o sofrimento físico vêm à tona:depressão, estresse, ansiedade e medo.
Imagine uma pessoa que força o tempo todo, acordada ou dormindo, a musculatura dos maxilares, apertando ou rangendo os dentes. Em pouco tempo a dor se torna insuportável e a paciente tem a impressão de que tudo dói.
Alguns fatores locais também contribuem para acentuar a dor, como alterações respiratórias, hábitos como roer unhas ou mascar chicletes, e ainda o posicionamento errado dos dentes, que forçam a uma postura muscular alterada.
É importante não ceder ao comodismo de se auto medicar com analgésicos e antiinflamatórios, porque, além de não resolverem o problema, acabam causando outros males e perdendo a eficácia.
Médicos, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais da saúde devem estar preparados para diagnosticar e encaminhar esses pacientes ao tratamento adequado.